A Fertilização in vitro (FIV), também conhecida como bebê de proveta, é a união do espermatozoide com o óvulo no laboratório, formando o embrião que posteriormente será transferido para a cavidade uterina.

A paciente recebe medicações que vão estimular o crescimento dos folículos ovarianos. Os ovários são avaliados periodicamente até os folículos apresentarem tamanho adequado para agendar o dia da fertilização. Ao final da estimulação da ovulação, utiliza-se uma medicação que realiza o amadurecimento final dos óvulos e, aproximadamente, 35 horas após realiza-se a aspiração folicular para captar os óvulos de dentro dos folículos.

A aspiração folicular é realizada sob anestesia geral (sedação). O médico utiliza ultrassom transvaginal com uma agulha específica que fura a parede da vagina e atinge os ovários, mais especificamente, entra dentro de cada folículo. Os óvulos são encontrados dentro do líquido aspirado. No mesmo dia, o parceiro colhe o sêmen (ou por masturbação ou por meio de coleta alternativa). Após algumas horas, o casal é liberado.

No laboratório, os óvulos são colocados juntamente com os espermatozoides (FIV clássica) no meio de cultura. Após dois ou três dias, em alguns casos até cinco dias, a paciente retorna para receber os embriões (transferência embrionária). A transferência não requer anestesia e os embriões são colocados dentro do útero com auxílio de cateter especial guiado por ultrassom. Após o procedimento, inicia-se aplicação de progesterona micronizada por via vaginal e repouso domiciliar. Dependendo da atividade profissional, a paciente poderá ter vida normal até o teste de gravidez.

Após 12 a 14 dias, já se pode saber o resultado por meio do teste de gravidez (beta-hCG). A taxa de gravidez por tentativa depende da idade da mulher e do diagnóstico de infertilidade de cada casal.