A Inseminação Intrauterina (IIU), também chamada de Inseminação Artificial, é um procedimento simples que consiste em concentrar e introduzir os melhores espermatozoides diretamente no interior do útero no momento da ovulação. É geralmente indicada quando a concentração e a qualidade dos espermatozoides não permite que o processo de fertilização ocorra de forma natural na tuba uterina. Essa técnica também pode ser usada quando o muco cervical apresenta problemas ou quando a mulher não ovula adequadamente, como ocorre na Síndrome dos ovários policísticos (SOP). Em geral, recomenda-se também o estímulo da ovulação com hormônios para aumentar a chance de gravidez. A taxa de sucesso da inseminação artificial depende muito das causas de infertilidade envolvidas e da idade da mulher. É essencial que as tubas uterinas não estejam obstruídas e que a amostra seminal do parceiro tenha qualidade suficiente.

De forma didática as etapas da IIU são:

  1. Estimulação da ovulação com hormônios: o objetivo desta etapa é maturar mais óvulos. Sempre tomando o cuidado para que não ocorra uma resposta exagerada (mais de 4 folículos maduros), o que aumenta consideravelmente o risco de gestação múltipla. Os hormônios são aplicados por via subcutânea, diariamente e com poucos efeitos colaterais. Antes de iniciar a aplicação desses medicamentos é fundamental que a paciente esteja com sua rotina ginecológica em dia.
  2. Preparo do sêmen: quando os folículos atingem a maturação, deflagra-se a ovulação e em 36 a 40 h os espermatozoides são preparados e inseminados dentro da cavidade uterina. Para isso, utiliza-se um cateter flexível que é introduzido pelo colo uterino. Não há necessidade de anestesia e a paciente recebe alta após 30 minutos. O procedimento, via de regra, é muito simples e fácil, além de não necessitar de repouso domiciliar.
  3. Suporte de progesterona e teste de gravidez: após a inseminação, orientamos aplicação de progesterona micronizada por via vaginal até o teste de gravidez.

 

Também podemos indicar a Inseminação Artificial nos casos de problemas relacionados ao coito e à penetração (disfunção erétil, malformações da uretra peniana, vaginismo, entre outros), casais sorodiscordantes para doenças sexualmente transmissíveis, casais homo afetivos e gestação independente com sêmen de doador anônimo.